Arquivo | abril 2012

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O Boca

Quando o Boca nasceu, nasceu assim sem mais. Deu um berro tão forte que a mãe  amedrontada e sem outra graça para lhe dar, xingou-lhe logo de Bocudo. Era Bocudo, mas não era da Silva nem da Graça e pra não ter nome tão grande, virou apenas Boca. Cresceu abocanhado nas barras da saia da […]

O quarto

Uma luz amarelada cintilava nas quatro paredes daquele aposento. Os poucos móveis ganhavam sombras de figuras engraçadas que a cada minuto transformavam-se em seus significados. Não era um local amplo, nem tampouco acolhedor. Apenas era, seria, ou estava exatamente como ele reconhecia. Distinguia cada mancha, cada risco, cada pontinha de sangue gravada por um pernilongo […]